2.2.1 - Co-geração

A geração termelétrica implica necessariamente a produção de calor residual, que pode ser aproveitado, ainda que parcialmente, por meio da co-geração. Essa tecnologia consiste da produção simultânea e seqüencial de calor de processo e potência mecânica e/ou elétrica. Além de opção importante de geração distribuída de energia elétrica (WALTER; NOGUEIRA, 1997), a co-geração é uma forma de racionalização do uso de recursos naturais e de redução de impactos socioambientais negativos, particularmente em decorrência da emissão de gases de efeito estufa (ABDALAD, 1999; COELHO, 1999). Além da geração de energia mecânica e elétrica, a recuperação de calor residual pode ser destinada a sistemas de aquecimento de fluidos, climatização de ambientes, geração de vapor, secagem de produtos agrícolas etc.

Um sistema padrão de co-geração consiste em uma turbina a vapor ou de combustão (turbina a gás), que aciona um gerador de corrente elétrica e um trocador de calor, que recupera o calor residual e/ou gás de exaustão, para produzir água quente ou vapor. Desse modo, gasta-se até 30% menos de combustível que seria necessário para produzir separadamente calor de geração e de processo e amplia-se a eficiência térmica do sistema, que pode atingir um índice de 90%.

Grandes empresas brasileiras vêm implantando sistemas de co-geração com a utilização do gás natural, ou do próprio lixo industrial. O material que antes era descartado pela indústria de celulose passou a ser utilizado como combustível para aquecer as caldeiras. No Brasil, destaca-se ainda, na utilização da co-geração, o setor sucroalcooleiro. O Capítulo 5 apresenta mais informações sobre o potencial da co-geração com aproveitamento de biomassa. A Figura 2.6 permite uma panorâmica dos sistemas de co-geração em operação no País, os quais encontram-se listados na Tabela 2.1. Nas Tabelas 2.2 e 2.3 constam, respectivamente, os empreendimentos em construção e aqueles que possuem autorização, mas ainda não iniciaram construção (apenas outorgados). As empresas que investem em co-geração precisam obter autorização para implantação dos seus projetos.

FIGURA 2.6 Centrais de co-geração em operação no País - situação em outubro de 2003

Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL. Banco de Informações de Geração - BIG. 2003. Disponível em: www.aneel.gov.br/15.htm.


TABELA 2.1 Centrais de co-geração em operação no País - situação em outubro de 2003

Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL. Banco de Informações de Geração - BIG. 2003. Disponível em: www.aneel.gov.br/15.htm.


TABELA 2.2 Centrais de co-geração em construção no País - situação em outubro de 2003

Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL. Banco de Informações de Geração - BIG. 2003. Disponível em: www.aneel.gov.br/15.htm.


TABELA 2.3 Centrais de co-geração apenas outorgadas - situação em outubro de 2003

Fonte: AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL. Banco de Informações de Geração - BIG. 2003. Disponível em: www.aneel.gov.br/15.htm.

 Apresentação
 Sumário
 1 – Introdução
 2 – Aspectos Institucionais
2.1 - Configuração do Sistema Elétrico Nacional
    2.1.1 - Sistema Interligado Nacional
    2.1.2 - Sistemas Isolados
  2.2 - Geração de Energia Elétrica
    2.2.1 - Co-geração
  2.3 - Transmissão de Energia Elétrica
  2.4 - Distribuição de Energia Elétrica
    2.4.1 - Concessionárias
    2.4.2 - Cooperativas de Eletrificação
    2.4.3 - Qualidade na Prestação dos Serviços
de Distribuição
  2.5 - Comercialização de Energia Elétrica
  2.6 - Descentralização (Agências Estaduais)
  2.7 - Programas de Pesquisa & Desenvolvimento
e Eficiência Energética (Lei nº 9.991/2000)
 3 – Energia Solar
 4 – Energia Hidráulica
 5 – Biomassa
 6 – Energia Eólica
 7 – Petróleo
 8 – Carvão Mineral
 9 – Gás Natural
 10 – Outras Fontes
 11 – Aspectos Socioeconômicos