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5.1 Introdução
Do ponto de vista energético, para fins de outorga de empreendimentos
do setor elétrico, biomassa é todo recurso renovável
oriundo de matéria orgânica (de origem animal ou vegetal)
que pode ser utilizada na produção de energia. Assim
como a energia hidráulica e outras fontes renováveis,
a biomassa é uma forma indireta de energia solar. A energia
solar é convertida em energia química, através
da fotossíntese, base dos processos biológicos de
todos os seres vivos.
Embora grande parte do planeta esteja desprovida de florestas,
a quantidade de biomassa existente na terra é da ordem de
dois trilhões de toneladas; o que significa cerca de 400
toneladas per capita. Em termos energéticos, isso corresponde
a mais ou menos 3.000 EJ por ano ou seja, oito vezes o consumo mundial
de energia primária (da ordem de 400 EJ por ano) (RAMAGE;
SCURLOCK, 1996).
Uma das principais vantagens da biomassa é que, embora de
eficiência reduzida, seu aproveitamento pode ser feito diretamente,
por intermédio da combustão em fornos, caldeiras etc.
Para aumentar a eficiência do processo e reduzir impactos
socioambientais, tem-se desenvolvido e aperfeiçoado tecnologias
de conversão mais eficientes, como a gaseificação
e a pirólise, também sendo comum a co-geração
em sistemas que utilizam a biomassa como fonte energética,
conforme comentado no capítulo 2. No referido capítulo,
pode-se observar a participação da biomassa em 30%
dos empreendimentos de co-geração em operação
no País.
A médio e longo prazo, a exaustão de fontes não-renováveis
e as pressões ambientalistas poderão acarretar maior
aproveitamento energético da biomassa. Atualmente, a biomassa
vem sendo cada vez mais utilizada na geração de eletricidade,
principalmente em sistemas de co-geração e no suprimento
de eletricidade para demandas isoladas da rede elétrica.
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