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4.3 Potencial Hidrelétrico Brasileiro
O valor do potencial hidrelétrico brasileiro é composto
pela soma da parcela estimada (remanescente + individualizada) com
a inventariada.
O potencial estimado é resultante da somatória
dos estudos:
De potencial remanescente - resultado de estimativa
realizada em escritório, a partir de dados existentes, sem
qualquer levantamento complementar, considerando-se um trecho do
curso d'água, via de regra situado na cabeceira, sem determinar
o local de implantação do aproveitamento; e
Individualizados - resultado de estimativa realizada
em escritório para um determinado local, a partir de dados
existentes ou levantamentos expeditos, sem qualquer levantamento
detalhado.
A parcela inventariada inclui usinas em diferentes níveis
de estudos - inventário, viabilidade e projeto básico
- além de aproveitamentos em construção e operação
(ELETROBRÁS, 2004). O potencial inventariado é
resultante da somatória dos aproveitamentos:
Apenas em inventário - resultado de estudo
da bacia hidrográfica, realizado para a determinação
do seu potencial hidrelétrico, mediante a escolha da melhor
alternativa de divisão de queda, caracterizada pelo conjunto
de aproveitamentos compatíveis entre si e com projetos desenvolvidos,
de forma a se obter uma avaliação da energia disponível,
dos impactos ambientais e dos custos de implantação
dos empreendimentos;
Com estudo de viabilidade - resultado da concepção
global do aproveitamento, considerando sua otimização
técnico-econômica que permita a elaboração
dos documentos para licitação. Esse estudo compreende
o dimensionamento das estruturas principais e das obras de infra-estrutura
local e a definição da respectiva área de influência,
do uso múltiplo da água e dos efeitos sobre o meio
ambiente;
Com projeto básico - aproveitamento detalhado
e em profundidade, com orçamento definido, que permita a
elaboração dos documentos de licitação
das obras civis e do fornecimento dos equipamentos eletromecânicos;
Em construção - aproveitamento que
teve suas obras iniciadas, sem nenhuma unidade geradora em operação;
e
Em operação - os empreendimentos em
operação constituem a capacidade instalada.
Os aproveitamentos somente são considerados para fins estatísticos
nos estágios "inventário", "viabilidade"
ou "projeto básico", se os respectivos estudos
tiverem sido aprovados pelo poder concedente.
O potencial hidrelétrico brasileiro consiste em cerca de
260 GW. Contudo apenas 68% desse potencial foi inventariado (Tabela
4.1). Entre as bacias com maior potencial destacam-se as do Rio
Amazonas e do Rio Paraná.
Na Bacia do Amazonas, destaca-se a sub-bacia 18 (Rio Xingu), com
12,7% do potencial inventariado no País (Tabela 4.2). Outras
sub-bacias do Amazonas, cujos potenciais estimados são consideráveis,
são a do Rio Tapajós (17), a do Rio Madeira (15) e
a do Rio Negro (14). Na Bacia do Tocantins, destaca-se a sub-bacia
29 (Rio Itacaiunas e outros), com 6,1% do potencial brasileiro inventariado.
Na Bacia do São Francisco, o destaque vai para a sub-bacia
49, que representa 9,9% do potencial inventariado. Na Bacia do Paraná,
existem várias sub-bacias com grandes potenciais, entre elas
a 64 (Paraná, Paranapanema e outros), com 8,1% do potencial
hidrelétrico inventariado no País. O potencial hidráulico
brasileiro, por sub-bacia hidrográfica, é apresentada
na Figura 4.2.
| TABELA 4.1 |
Potencial hidrelétrico
brasileiro por bacia hidrográfica - situação
em março de 2003 |
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Fonte: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS - ELETROBRAS. Sistema
de informação do potencial hidrelétrico brasileiro
- SIPOT. Rio de Janeiro, abr. 2003.
| TABELA 4.2 |
Potencial hidrelétrico
brasileiro por sub-bacia hidrográfica - situação
em março de 2003 |
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Fonte: CENTRAIS ELÉTRICAS BRASILEIRAS - ELETROBRAS. Sistema
de informação do potencial hidrelétrico brasileiro
- SIPOT. Rio de Janeiro, abr. 2003.
| FIGURA 4.2 |
Potencial hidrelétrico
brasileiro por sub-bacia hidrográfica - situação
em março de 2003 |

Fonte: CENTRAIS
ELÉTRICAS BRASILEIRAS - ELETROBRAS. Sistema de informação
do potencial hidrelétrico brasileiro - SIPOT. Rio de Janeiro,
abr. 2003.
Nota: os números correspondem aos códigos das sub-bacias,
como indicado na Tabela 4.2.
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