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4.1 Informações Gerais
O uso da energia hidráulica foi uma das primeiras formas de
substituição do trabalho animal pelo mecânico,
particularmente para bombeamento de água e moagem de grãos.
Tinha a seu favor, para tanto, as seguintes características:
disponibilidade de recursos, facilidade de aproveitamento e, principalmente,
seu caráter renovável.
A energia hidráulica resulta da irradiação
solar e da energia potencial gravitacional, que provocam a evaporação,
condensação e precipitação da água
sobre a superfície terrestre. Ao contrário das demais
fontes renováveis, representa uma parcela significativa da
matriz energética mundial e possui tecnologias de aproveitamento
devidamente consolidadas. Atualmente, é a principal fonte
geradora de energia elétrica para diversos países
e representa cerca de 17% de toda a eletricidade gerada no mundo.
No Brasil, água e energia têm uma forte e histórica
interdependência, de forma que a contribuição
da energia hidráulica ao desenvolvimento econômico
do País tem sido expressiva, seja no atendimento das diversas
demandas da economia - atividades industriais, agrícolas,
comerciais e de serviços - ou da própria sociedade,
seja na melhoria do conforto das habitações e da qualidade
de vida das pessoas. Também desempenha papel importante na
integração e no desenvolvimento de regiões
distantes dos grandes centros urbanos e industriais.
A contribuição da energia hidráulica na matriz
energética nacional, segundo o Balanço Energético
Nacional (2003), é da ordem de 14%, participando com quase
83% de toda a energia elétrica gerada no País. Apesar
da tendência de aumento de outras fontes, devido a restrições
socioeconômicas e ambientais de projetos hidrelétricos
e aos avanços tecnológicos no aproveitamento de fontes
não-convencionais, tudo indica que a energia hidráulica
continuará sendo, por muitos anos, a principal fonte geradora
de energia elétrica do Brasil. Embora os maiores potenciais
remanescentes estejam localizados em regiões com fortes restrições
ambientais e distantes dos principais centros consumidores, estima-se
que, nos próximos anos, pelo menos 50% da necessidade de
expansão da capacidade de geração seja de origem
hídrica.
As políticas de estímulo à geração
descentralizada de energia elétrica, especialmente por intermédio
de fontes alternativas, promovem uma crescente participação
destas fontes na matriz energética nacional, e nesse contexto,
as pequenas centrais hidrelétricas terão certamente
um papel importante a desempenhar.
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