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7.2 Reservas, Produção e Consumo
Durante muitos séculos, o homem procurou abrigo e instalação
de suas atividades cotidianas em locais próximos de recursos
naturais, particularmente energéticos. Com a descoberta dos
combustíveis fósseis e da eletricidade, isso deixou
de ser uma preocupação, de modo que, atualmente, os
grandes centros consumidores podem estar distantes das grandes reservas
e dos potenciais energéticos. O caso do petróleo ilustra
bem essa tendência do mundo moderno.
Como indicado na Tabela 7.1 (e Figura 7.1), há uma grande
irregularidade na distribuição geográfica das
reservas mundiais de petróleo, em razão das condições
geológicas específicas das regiões detentoras.
Cerca de 2/3 das reservas provadas estão localizados no Oriente
Médio, que responde por cerca de, aproximadamente, 6% do
consumo mundial. Por outro lado, a América do Norte, que
possui apenas 4,8% das reservas, é responsável por
cerca de 30% do consumo mundial.
| TABELA 7.1 |
Reservas provadas, produção
e consumo de petróleo no mundo em 1998 |
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(*) Tempo que as reservas durariam, sem novas descobertas e com o
nível de produção de 2002.
Fonte: BP STATISTICAL REVIEW OF WORLD ENERGY. London: BP, 2003. Disponível
em: www.bp.com/worldenergy.
Os dados da Tabela 7.1 indicam, também, que as reservas
mundiais durariam cerca de quarenta anos, desconsiderando-se novas
descobertas e mantendo-se a produção nos patamares
de 2002.
No Brasil, as reservas provadas são da ordem de 1.100 milhões
de toneladas e a produção anual está na faixa
dos 74,4 milhões de toneladas, o que significa uma relação
reservas/produção de cerca de quinze anos. Cerca de
90% das reservas estão localizados no mar, principalmente
na Bacia de Campos.
| FIGURA 7.1 |
Reservas provadas de petróleo
- situação em 2002 (milhões de toneladas) |
| FIGURA 7.2 |
Consumo de petróleo no mundo em 2002 (milhões de toneladas) |
Fonte (figuras
7.1 e 7.2): BP STATISTICAL REVIEW OF WORLD ENERGY. London: BP, 2003.
Disponível em: www.bp.com/worldenergy.
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