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Processo
de transferência de controle da Cemar será reaberto
A
Aneel vai reabrir o processo de transferência do controle
societário da Companhia Energética do Maranhão
(Cemar). A reabertura deverá ser realizada até a próxima
semana, assim que o grupo Eletrobrás informar à Agência
as condições para recebimento do crédito que
detém junto à distribuidora, no valor de R$ 318 milhões.
A Aneel também vai prorrogar,
por até 180 dias, a intervenção na distribuidora,
responsável pelo atendimento de cerca de um milhão
de unidades consumidoras em 217 municípios do Maranhão.
A Cemar encontra-se sob intervenção da Aneel desde
o dia 21 de agosto de 2002, depois que a fiscalização
da Agência constatou problemas na gestão econômico-financeira
da empresa e deterioração da qualidade dos serviços
prestados.
Controlada pela Pensilvânia
Power Light (PPL), a Cemar detém atualmente uma dívida
de R$ 675 milhões com credores como o grupo Eletrobrás,
bancos privados e debenturistas. A geração de caixa
da concessionária é de cerca de R$ 570 milhões
ao ano.
O anúncio das medidas referentes
a Cemar foi feito ontem durante entrevista concedida à imprensa
pelo diretor-geral da Aneel, José Mário Abdo, e pela
ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef. Dilma informou que a
Eletrobrás pretende participar como sócia da distribuidora,
mas na condição de minoritária. Para isso,
a estatal está disposta a converter em ações
parte do crédito que tem com a concessionária. O governo,
pontuou Dilma, não pretende reestatizar a companhia e por
essa razão procura parceiros privados para o negócio.
A Eletrobrás aposta que a Cemar pode ser um bom negócio,
disse a ministra. Leia
mais.
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Aneel
aprova nova estrutura para
concessão de Serra do Facão
A
Agência aprovou esta semana a nova estrutura da concessão
do empreendimento hidrelétrico Serra do Facão. O processo
inclui a transferência de 10,9649% de participação
societária da Alcoa Alumínio S.A. para a Camargo Corrêa
Cimentos S.A. (CCC). Prevê também a constituição
da CEFAC Energética S.A., empresa criada especificamente
para concentrar a totalidade das participações dos
cinco produtores independentes de energia que participam como sócios
do empreendimento.
A concessão para construção
e operação da hidrelétrica foi outorgada ao
Consórcio Grupo de Empresas Associadas Serra do Facão
(GEFAC), vencedor do leilão realizado pela Aneel em 2001.
A usina será implantada nos municípios de Catalão
e Davinópolis, em Goiás, e terá potência
instalada de 210 megawatts (MW).
Constituído inicialmente pela
Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que atua como autoprodutor
de energia, e pelos produtores independentes Alcoa Alumínio
S.A., DME Energética Ltda. e Votorantim Cimentos Ltda., o
consórcio incorporou posteriormente a Companhia de Cimento
Itambé, em operação aprovada pela Agência
em junho de 2002.
Com a reestruturação
atual, que ainda deverá ser aprovada pelos acionistas em
Assembléias Gerais Extraordinárias (AGEs), o GEFAC
passa a ter a seguinte configuração:
- Companhia Brasileira de Alumínio
- 16,9737%;
- CEFAC Energética S.A. - 83,0263%,
com a seguinte participação societária: Alcoa
Alumínio S.A. - 39,4737%; Companhia de Cimento Itambé
- 4,5000%; Votorantim Cimentos Ltda. - 18,0000%; DME Energética
Ltda. - 10,0877%; e Camargo Corrêa Cimentos S.A. - 10,9649%.
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Usinas
poderão ampliar capacidade
de geração no Rio Grande do Sul
A
Agência autorizou as empresas Companhia Estadual de Energia
Elétrica (CEEE) e Linha Emília Energética S/A
a ampliar as capacidades instaladas da hidrelétrica Bugres
e da pequena central hidrelétrica (PCH) Linha Emília,
respectivamente. A usina Bugres, localizada no Rio Grande do Sul,
passará a ter 19,20 MW de potência instalada. A PCH
Linha Emília, também no Rio Grande do Sul, terá
mais 6,5 MW de capacidade, totalizando 19,50 MW de potência
instalada.
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Termelétrica
é regularizada em Pernambuco
A
empresa Energética Santa Teresa Ltda. teve sua situação
regularizada pela Aneel e agora está autorizada a atuar como
produtora independente de energia mediante a exploração
da termelétrica Santa Teresa, de 10,2 megawatts (MW) de capacidade
instalada.
Localizada no município de
Goiana (PE), a usina opera desde 1980. Os produtores independentes
(PIEs) são empresas ou grupo de empresas reunidas em consórcio,
com autorização ou concessão para produzir
energia destinada ao comércio de toda ou parte da produção,
por sua conta e risco.
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-
A
central geradora eólica Ariós, a ser instalada
no município de Beberibe, no Ceará, teve o prazo
para o início de sua operação comercial
prorrogado para junho de 2006. A central, de responsabilidade
da empresa Eletrowind S/A, terá potência instalada
de 16,2 megawatts.
-
A
empresa Piedade Usina Geradora de Energia S/A obteve autorização,
dada inicialmente à Construtora Gomes Lourenço
Ltda, para implantação e exploração
da pequena central hidrelétrica Piedade, de 11,5 MW.
Localizada em Minas, a PCH deverá entrar em operação
em maio de 2005. A empresa poderá atuar como produtora
independente.
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Geração |
Desde que passou a funcionar, em 1998, a Aneel expediu 1.293
outorgas de geração (concessões, autorizações,
registros e ampliações), que totalizam 58.688 MW e
investimentos estimados em R$ 84,9 bilhões.
Veja o número de outorgas
de geração concedidas pela Aneel em 2003
|
Mês
|
Nº
de usinas
|
Potência
(MW)
|
Invest.
estimado (em R$ milhões)
|
|
Janeiro
|
4
|
5,736
|
8
|
|
Fevereiro
|
38
|
231,8
|
475
|
|
Março
|
17
|
427,2
|
945
|
|
Abril
|
21
|
191
|
253
|
|
Maio
|
8
|
278,1
|
648
|
|
Junho
|
7
|
185,7
|
336
|
|
Julho
|
9
|
300,9
|
543
|
|
Agosto
|
4
|
22,4
|
29
|
|
Total*
|
108
|
1.643
|
3.240
|
* As outorgas expedidas
em 2003 dividem-se da seguinte forma: 39 PCHs, 55 termelétricas e
14 eólicas.
Acompanhe
o andamento das obras de geração (em MW)*
|
Ano
|
2003
|
2004
|
2005
|
2006
|
2007
|
|
|
5.647,3
|
2.855,5
|
2.203,6
|
1.715,0
|
-
|
|
|
2.202,2
|
4.565,0
|
4.179,5
|
2.833,7
|
2.556,3
|
|
|
5.431,5
|
1.920,8
|
1.828,5
|
650,2
|
200,0
|
|
Total*
|
13.281,0
|
9.341,4
|
8.211,6
|
5.198,9
|
2.756,3
|
*Soma de todas as fontes de geração de energia elétrica.
** Previsão para entrada em operação.
| |
Não
existem restrições para entrada em operação |
| |
Existem
restrições para entrada em operação ( Licenciamento ambiental
etc) |
| |
Graves
restrições para entrada em operação (Liminar judicial, inviabilidade
ambiental do empreendimento etc) |
|

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Transmissão
|
A Aneel licitou, desde 1998, 26 linhas
de transmissão que totalizam 7.826,1 quilômetros de
extensão. Desses, 4.217 quilômetros estão em
operação. Em cinco anos, as autorizações
somam 4.020 quilômetros de linhas e desse montante 2.341,5
quilômetros estão em operação.
Acompanhe
o andamento das obras de transmissão
Linhas
autorizadas e concedidas (em quilômetros)
|
Ano
|
2003
|
2004
|
2005
|
|
|
2.216,2
|
3.260,9
|
41,0
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Total*
|
2.216,2
|
3.260,9
|
41,0
|
* Previsão de entrada
em operação.
Potência
de transformação autorizada e concedida (MVA)*
|
Ano
|
2003
|
2004
|
2005
|
|
|
5.744,9
|
2.473,3
|
2.450,0
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Total*
|
5.744,9
|
2.473,3
|
2.450,0
|
* Previsão de entrada
em operação.
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