Gestão Estratégica

por: GDG - publicado: 17/08/2016 11:28, última modificação: 02/10/2020 09:37

A Gestão Estratégica da ANEEL é o processo contínuo de monitoramento, avaliação e revisão dos processos da instituição, que levam à produção de resultados na forma de produtos (bens ou serviços). O Gabinete do Diretor Geral (GDG) é a unidade responsável pelo planejamento e pela gestão estratégica, bem como pelo aprimoramento do modelo de gestão da ANEEL.

A ANEEL lança mão de uma série de ferramentas para tal gestão, expostas em detalhe abaixo.

Agenda Regulatória

A Agenda Regulatória é composta pelos principais temas regulatórios identificados com os respectivos cronogramas para um ciclo bienal de trabalhos da ANEEL. 

A Agenda Regulatória é uma ferramenta de gestão que traz benefícios para a ANEEL, para a sociedade e para os agentes do setor elétrico, uma vez que a previsibilidade do tratamento dos assuntos regulatórios se constitui em ferramenta que fortalece a transparência dos processos desenvolvidos pela Agência, possibilitando maior participação dos interessados nas audiências ou consultas públicas específicas de cada tema que será objeto de regulação.

Monitoramento e Controle

Em vista da adequação da estrutura da Agência, a sistemática de monitoramento definida originalmente para o planejamento estratégico foi ajustada, passando a iniciar-se no acompanhamento e avaliação das iniciativas estratégicas, quanto aos resultados obtidos.

Cada iniciativa é tratada como um projeto estratégico e coordenada por uma unidade organizacional. A maior parte das iniciativas são transversais, ou seja, abrangem a atuação de diversas unidades na busca pelo alcance dos objetivos estratégicos aos quais se vinculam. Os indicadores estratégicos também possuem uma unidade organizacional responsável por sua proposição, apuração e interpretação.

Reuniões de Gestão

Em 2015, a ANEEL optou por substituir as Reuniões de Análise Estratégica (RAE), por espaços para a discussão do planejamento estratégico nas Reuniões de Gestão. As reuniões de gestão são encontros mensais, com objetivo de promover a discussão sistemática entre os líderes da ANEEL a respeito de temas de interesse comum, relacionados ao direcionamento estratégico e à gestão.

Periodicamente as unidades organizacionais coordenadoras de iniciativas são instadas a prestarem contas ao GDG, que após consolidação apresenta os resultados ao CPE. No acompanhamento, as unidades coordenadoras têm o dever de informar aspectos do andamento da iniciativa como por exemplo: entregas programadas realizadas no prazo, eventuais entregas antecipadas, e justificativas para atrasos ocorridos.

Em geral, a cada trimestre o planejamento estratégico é pauta em reuniões de gestão. Nessas oportunidades discute-se o andamento das iniciativas, ajustando a estratégia aos desafios surgidos no ambiente no qual a ANEEL está inserida, com o foco na manutenção do alinhamento entre iniciativas e objetivos estratégicos.

Indicadores Estratégicos

De maneira semelhante às iniciativas, os indicadores estratégicos são acompanhados pelo CPE, em reunião de gestão, segundo a periodicidade definida nos formulários de proposição de cada indicador. Em 2015, como efeito da edição da REN/ANEEL nº 645/2014, os indicadores estratégicos passaram por processo de reformulação e racionalização, sendo que a validação deles ocorreu na reunião de gestão de dezembro de 2015 e nesse momento encontram-se em processo de consolidação e apuração. O Mapa Estratégico da ANEEL passou a ser medido por 37 indicadores. 

Gestão de Riscos

Quanto à identificação de riscos, podem ser destacados as restrições orçamentária e financeira ainda mais severas que impactem a ANEEL e a obsolescência do atual quantitativo de pessoal efetivo previsto na Lei 10.871/2004 em contraste com a crescente demanda do setor elétrico, salientando que a Agência ainda não atingiu a completude de seu quadro de pessoal.

Embora não haja um plano formal de resposta aos riscos, em um cenário complexo como o do setor elétrico e diante da crescente necessidade de atuação da Autarquia, dois cursos de ação podem ser identificados inicialmente: redimensionar os quadros de pessoal efetivo mediante concurso e modernizar os processos de trabalho.

A primeira opção tem um curso de ação de médio-longo prazo e um nível de incerteza alto, pois depende de iterações com os poderes Executivo e Legislativo e do cenário econômico e institucional. O reforço do quadro atual pela reposição das citadas vacâncias constitui ação de curto a médio prazo e de viabilização mais simples. A ação de modernização dos processos depende de capacitação e de investimento em tecnologia da informação.  

Dessa maneira os impactos desses riscos nas iniciativas do planejamento estratégico da ANEEL são percebidos da seguinte forma:

  • Necessidade de reavaliação de cronogramas e entregas, uma vez a dependência intensiva do mesmo homem-hora efetivo para execução das atividades de rotina e dos projetos estratégicos;
  • Necessidade de adiamento, ou até cancelamentos de projetos em virtude de falta de recurso.