Gestão Estratégica

por: GDG - publicado: 17/08/2016 11:28, última modificação: 17/08/2016 14:46

A Gestão Estratégica da ANEEL é o processo contínuo de monitoramento, avaliação e revisão dos processos da instituição, que levam à produção de resultados na forma de produtos (bens ou serviços). O Gabinete do Diretor Geral (GDG) é a unidade responsável pelo planejamento e pela gestão estratégica, bem como pelo aprimoramento do modelo de gestão da ANEEL.

A ANEEL lança mão de uma série de ferramentas para tal gestão, expostas em detalhe abaixo.

Agenda Regulatória

A Agenda Regulatória para o período 2016-2018, aprovada pela Diretoria da ANEEL na 22ª Reunião Pública Ordinária de 2014, realizada em 21 de junho de 2016, pela Portaria nº 4.036, publicada no DOU no dia 28 de junho de 2016. A Agenda Regulatória é composta pelos principais temas regulatórios identificados com os respectivos cronogramas para um ciclo bienal de trabalhos da ANEEL. 

A Agenda Regulatória é uma ferramenta de gestão que traz benefícios para a ANEEL, para a sociedade e para os agentes do setor elétrico, uma vez que a previsibilidade do tratamento dos assuntos regulatórios se constitui em ferramenta que fortalece a transparência dos processos desenvolvidos pela Agência, possibilitando maior participação dos interessados nas audiências ou consultas públicas específicas de cada tema que será objeto de regulação.

Monitoramento e Controle

Em vista da adequação da estrutura da Agência, a sistemática de monitoramento definida originalmente para o planejamento estratégico foi ajustada, passando a iniciar-se no acompanhamento e avaliação das iniciativas estratégicas, quanto aos resultados obtidos.

Cada iniciativa é tratada como um projeto estratégico e coordenada por uma unidade organizacional. A maior parte das iniciativas são transversais, ou seja, abrangem a atuação de diversas unidades na busca pelo alcance dos objetivos estratégicos aos quais se vinculam. Os indicadores estratégicos também possuem uma unidade organizacional responsável por sua proposição, apuração e interpretação.

Reuniões de Gestão

Em 2015, a ANEEL optou por substituir as Reuniões de Análise Estratégica (RAE), por espaços para a discussão do planejamento estratégico nas Reuniões de Gestão. As reuniões de gestão são encontros mensais, com objetivo de promover a discussão sistemática entre os líderes da ANEEL a respeito de temas de interesse comum, relacionados ao direcionamento estratégico e à gestão.

Periodicamente as unidades organizacionais coordenadoras de iniciativas são instadas a prestarem contas ao GDG, que após consolidação apresenta os resultados ao CPE. No acompanhamento, as unidades coordenadoras têm o dever de informar aspectos do andamento da iniciativa como por exemplo: entregas programadas realizadas no prazo, eventuais entregas antecipadas, e justificativas para atrasos ocorridos.

Em geral, a cada trimestre o planejamento estratégico é pauta em reuniões de gestão. Nessas oportunidades discute-se o andamento das iniciativas, ajustando a estratégia aos desafios surgidos no ambiente no qual a ANEEL está inserida, com o foco na manutenção do alinhamento entre iniciativas e objetivos estratégicos.

Indicadores Estratégicos

De maneira semelhante às iniciativas, os indicadores estratégicos são acompanhados pelo CPE, em reunião de gestão, segundo a periodicidade definida nos formulários de proposição de cada indicador. Em 2015, como efeito da edição da REN/ANEEL nº 645/2014, os indicadores estratégicos passaram por processo de reformulação e racionalização, sendo que a validação deles ocorreu na reunião de gestão de dezembro de 2015 e nesse momento encontram-se em processo de consolidação e apuração. O Mapa Estratégico da ANEEL passou a ser medido por 37 indicadores. 

Gestão de Riscos

Quanto à identificação de riscos, podem ser destacados as restrições orçamentária e financeira ainda mais severas que impactem a ANEEL e a obsolescência do atual quantitativo de pessoal efetivo previsto na Lei 10.871/2004 em contraste com a crescente demanda do setor elétrico, salientando que a Agência ainda não atingiu a completude de seu quadro de pessoal.

Embora não haja um plano formal de resposta aos riscos, em um cenário complexo como o do setor elétrico e diante da crescente necessidade de atuação da Autarquia, dois cursos de ação podem ser identificados inicialmente: redimensionar os quadros de pessoal efetivo mediante concurso e modernizar os processos de trabalho.

A primeira opção tem um curso de ação de médio-longo prazo e um nível de incerteza alto, pois depende de iterações com os poderes Executivo e Legislativo e do cenário econômico e institucional. O reforço do quadro atual pela reposição das citadas vacâncias constitui ação de curto a médio prazo e de viabilização mais simples. A ação de modernização dos processos depende de capacitação e de investimento em tecnologia da informação.  

Dessa maneira os impactos desses riscos nas iniciativas do planejamento estratégico da ANEEL são percebidos da seguinte forma:

  • Necessidade de reavaliação de cronogramas e entregas, uma vez a dependência intensiva do mesmo homem-hora efetivo para execução das atividades de rotina e dos projetos estratégicos;
  • Necessidade de adiamento, ou até cancelamentos de projetos em virtude de falta de recurso.