Gestão Geoespacializada da Transmissão

por: SFE - publicado: 16/06/2020 14:37, última modificação: 19/06/2020 16:50

A ANEEL apresenta ferramentas inovadoras para acompanhar o desempenho das linhas de transmissão. São elas: Sistema de Gestão Geoespacializada da Transmissão (GGT), aplicativo GGT App e Painel de Monitoramento. 

O Sistema GGT realiza o cruzamento de informações obtidas a partir do processamento digital de imagens de satélites com informações fornecidas pelos Agentes de Transmissão. Com isso, o sistema subsidia o trabalho da fiscalização com informações gerenciais acerca da situação de limpeza das faixas de segurança de todas as linhas de transmissão do país.

O aplicativo para smartphones, GGT App, permite aos Agentes de Transmissão registrarem evidências fotográficas das inspeções e limpezas realizadas. O aplicativo está integrado ao Sistema GGT.

Já o Painel de Monitoramento permite acompanhar o desempenho das linhas de transmissão com relação aos desligamentos provocados por queimadas.

 

GGT na Play Store GGT na App Store Painel de desligamentos por queimadas Sistema GGT 

 

Origem do GGT

Em agosto de 2013, uma perturbação sistêmica de grande porte no Sistema de Transmissão resultou em blecaute na região Nordeste do país, com corte de carga de aproximadamente 10.900 Megawatts, tendo como causa o desligamento por queimadas.

Diante de ocorrências e perturbações no Sistema de Transmissão ocasionados por queimadas, a fiscalização da ANEEL passou a atuar de forma cada vez mais preventiva. Nesse sentido, reforçou sua atuação junto às empresas de transmissão para que executassem de forma diligente os programas de limpezas de faixas de servidão, com o objetivo de mitigar os riscos de queimadas e, por consequência, desligamentos de linhas de transmissão.

Nesse contexto, em 2017, a SFE selecionou um conjunto de linhas de transmissão prioritárias, a serem monitoradas com maior intensidade, por serem responsáveis pelos maiores intercâmbios de fluxos de potência entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e mais susceptíveis de desligamentos por queimadas, haja vista que são regiões de cerrado e que sofrem efeito devastador da seca no período de julho a novembro.

Destaca-se que, nesse mesmo ano, as queimadas foram a principal causa identificada de desligamento de linhas de transmissão, conforme Relatório de Análises de Desligamentos Forçados do Sistema de Transmissão, edição 2018.

De acordo com os estudos da fiscalização da ANEEL (Nota Técnica nº 31/2018-SFE/ANEEL, SIC nº 48534.001509/2018-00), a maior incidência de queimadas se dá nas regiões Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste do Brasil, respectivamente em áreas da Zona da Mata dedicadas ao cultivo da cana-de-açúcar e em áreas de cerrado antropizadas.

Diante da importância do assunto e tendo em vista a dificuldade em se fiscalizar presencialmente os mais de 150 mil quilômetros de linhas de transmissão, a SFE firmou um Termo de Execução Descentralizada (TED) com o Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), a fim de utilizar tecnologias de sensoriamento remoto que permitissem uma fiscalização mais eficiente. Fruto do TED, foi desenvolvido o Sistema de Gestão Geoespacializada da Transmissão, GGT. 

OBRIGAÇÕES DOS AGENTES DE TRANSMISSÃO COM LINHAS MONITORADAS PELO GGT

 

Agente

Nome LT

ATE III

LT 500 kV Itacaiúnas - Colinas

LT 500 kV Marabá - Itacaiúnas C1

LT 500 kV Marabá - Itacaiúnas C2

BMTE

CC 800 kV XINGU/ESTREITO C 1 PA/MG

CC 800 kV XINGU/ESTREITO C 2 PA/MG

CEMIG-GT

LT 500 kV São Simão - Jaguara

LT 500 kV São Simão - Água Vermelha

CHESF

LT 500 kV Luiz Gonzaga - Juazeiro III

LT 500 KV Juazeiro III - Sobradinho

LT 500 kV Sobradinho - São João do Piauí C1

LT 500 kV Pecém II - Fortaleza II C1

LT 500 kV Tianguá II - Sobral III

LT 500 kV Luiz Gonzaga - Sobradinho C1

LT 500 kV Luiz Gonzaga - Sobradinho C2

LT 500 kV São Joao do Piauí - Boa Esperança

LT 500 kV Presidente Dutra - Teresina II C1

LT 500 kV Presidente Dutra - Teresina II C2

LT 500 kV Teresina II - Sobral III C1

LT 500 KV Teresina II - Tianguá II

EATE

LT 500 kV Açailândia - Imperatriz

LT 500 kV Açailândia - Presidente Dutra

LT 500 kV Marabá - Açailândia C1

LT 500 kV Tucuruí - Marabá C3

ELETRONORTE

LT 500 kV Colinas - Imperatriz C1

LT 500 kV Marabá - Imperatriz C1

LT 500 kV Marabá - Imperatriz C2

LT 500 kV Imperatriz - Presidente Dutra C1

LT 500 kV Imperatriz - Presidente Dutra C2

LT 500 kV Presidente Dutra - Boa Esperança

LT 500 kV Tucuruí - Marabá C1

LT 500 kV Tucuruí - Marabá C2

LT 500 kV Colinas - Miracema C1

ENTE

LT 500 kV Marabá - Açailândia C2

LT 500 kV Tucuruí - Marabá C4

FURNAS

LT 500 kV Gurupi - Serra da Mesa C1

LT 500 kV Serra da Mesa - Samambaia C1

LT 500 kV Serra da Mesa - Samambaia C2

LT 600 kV Foz do Iguaçu - Ibiuna - CC - C1

LT 600 kV Foz do Iguaçu - Ibiuna - CC - C2

LT 600 kV Foz do Iguaçu - Ibiuna - CC - C3

LT 600 kV Foz do Iguaçu - Ibiuna - CC - C4

LT 765 kV Foz do Iguaçu - Ivaiporã C1

LT 765 kV Foz do Iguaçu - Ivaiporã C2

LT 765 kV Foz do Iguaçu - Ivaiporã C3

LT 765 kV Ivaiporã - Itaberá C1

LT 765 kV Ivaiporã - Itaberá C2

LT 765 kV Ivaiporã - Itaberá C3

LT 765 kV Itaberá - Tijuco Preto C1

LT 765 kV Itaberá - Tijuco Preto C2

LT 765 kV Itaberá - Tijuco Preto C3

LT 500 kV Miracema - Gurupi C1

IEMADEIRA

LT 600 kV Araraquara II - Porto Velho - CC - C1

LT 600 kV Araraquara II - Porto Velho - CC - C2

IENNE

LT 500 kV Ribeiro Gonçalves - São João do Piauí C2

LT 500 kV Colinas - Ribeiro Gonçalves C2

INTESA

LT 500 kV Colinas - Miracema C3

LT 500 kV Peixe II - Serra da Mesa II

LT 500 kV Miracema - Gurupi C3

IRACEMA

LT 500 kV Curral Piauí II - Milagres

LT 500 kV São João do Piauí - Curral Piauí II

NORTEBRASIL

LT 600 kV Araraquara II - Porto Velho - CC - C3

LT 600 kV Araraquara II - Porto Velho - CC - C4

RPTE

LT 500 kV Marimbondo II - Sao Simao - C1

LT 500 kV Marimbondo - Morro Agudo

LT 500 kV Marimbondo - Marimbondo II - C3

LT 500 kV Marimbondo - São Simão

LT 500 kV Morro Agudo - Ribeirão Preto

SMTE

LT 500 kV Luziânia - Paracatu IV

LT 500 kV Serra da Mesa II - Luziânia

STN

LT 500 kV Fortaleza II - Pecém II C2

LT 500 kV Teresina II - Sobral III C2

TAESA

LT 500 kV Bom Jesus da Lapa II - Igaporã III

LT 500 kV Igaporã III - Ibicoara

LT 500 kV Ibicoara - Sapeaçu

LT 500 kV Rio das Éguas - Bom Jesus da Lapa II

LT 500 kV Sobradinho - São João do Piauí C2

LT 500 kV Serra da Mesa 2 - Rio das Éguas

LT 500 kV Gurupi - Serra da Mesa C2

LT 500 kV Serra da Mesa - Samambaia C3

LT 500 kV Colinas - Imperatriz C2

LT 500 kV Ribeiro Gonçalves - São João do Piauí­ C1

LT 500 kV Colinas - Miracema C2

LT 500 kV Colinas - Ribeiro Gonçalves C1

LT 500 kV Miracema - Gurupi C2

Foi aprovada em 26/11/2019, durante reunião pública da diretoria, regulamento sobre a geoespacialização das instalações de transmissão. A geoespacialização é a tecnologia que permite relacionar, em uma mesma base de dados, informações mapeadas sobre determinado objeto à sua localização geográfica. Incorporada às instalações de transmissão de energia elétrica, consiste na implantação e manutenção de uma base de dados contendo informações de cada ativo do sistema.

Com a norma será estabelecida a Base de Dados de Instalações de Transmissão – BDIT. Nela estarão concentradas as principais informações dos ativos vinculados ao serviço público de transmissão de energia elétrica, hoje dispersas por processos, superintendências da ANEEL e instituições. Com isso, serão obtidos importantes ganhos de eficiência no uso dos recursos para coleta e uso destas informações, com impactos positivos inclusive para as próprias transmissoras.  Também se espera a redução de desligamentos em linhas de transmissão por queimadas, fato já evidenciado pela fiscalização da ANEEL com o uso do Sistema de Gestão Geoespacializada da Transmissão - GGT. Após a implantação da BDIT todas as concessionárias passarão a ser monitoradas conforme cronograma estabelecido pela Fiscalização.

A norma estabelece que as concessionárias de transmissão sejam responsáveis pelo fornecimento e atualização dos dados, cuja estrutura, formatação, especificações técnicas e forma de envio serão definidos nos Procedimentos de Rede. O Operador Nacional do Sistema ficará responsável pela validação qualitativa dos dados e disponibilização dessas informações para a ANEEL.

A tabela abaixo apresenta o cronograma de implantação da BDTI de acordo com os prazos estabelecidos a partir da aprovação da norma.

DUTONET SFE Limpeza

Deve ser utilizada a ferramenta DUTONET SFE LIMPEZA, a qual pode ser acessada em http://duto.aneel.gov.br/dutonet. 

O manual está disponibilizado em http://duto.aneel.gov.br/concessionarias

Caso o agente não possua credenciais, deve solicitar por meio de correspondência endereçada à Superintendência de Gestão Técnica da Informação - SGI.

Para realizar o envio do arquivo por meio do Sistema DUTONET, o agente deve utilizar os mesmos dados de usuário e senha que já utiliza para envio de arquivos via DUTONET.

Caso o agente não possua credenciais de acesso ao Sistema DUTONET ou queira incluir/excluir os seus usuários, deve solicitar por meio de correspondência endereçada à SGI com os seguintes dados:

• Nome do sistema: DUTONET;

• Nome da aplicação: SFE LIMPEZA;

• Código da transmissora;

• Dados da empresa (CNPJ, razão social, CEP, endereço);

• Nome, RG e CPF do(s) representante(s) responsáveis pelo envio dos arquivos;

• E-mail(s) e Telefone(s).

Concluído o cadastramento dos novos usuários, a área de Service Desk da ANEEL enviará as informações (login e senha) diretamente para o correio eletrônico informado pelo Agente O aplicativo DUTONET é utilizado para encaminhar, exclusivamente, os arquivos pela web.

É de extrema importância sempre utilizar a última versão do aplicativo e o navegador Internet Explorer.

O link para instalação e utilização do Aplicativo DUTONET, conforme Anexo I é http://duto.aneel.gov.br/Dutonet 

Todos os vãos deverão conter informações, independentemente do tipo de poda realizada: corte raso ou seletivo.

Sim, todos os campos deverão estar preenchidos com a data de quando foi realizada a última limpeza para que a empresa não entre em alerta de forma desnecessária.

O arquivo enviado, por exemplo, no mês de fevereiro de 2018, refere-se às informações consolidadas no mês de janeiro de 2018 (mês de competência).

Deverá constar no nome do arquivo 012018. MM (mês) - Válido para valores de 01 a 12 / Tipo: numérico / Tamanho: 02 AAAA (ano) - Válido para valores do ano de competência referente aos dados do arquivo / Tipo: numérico / Tamanho: 04

Aceitação do arquivo pelo sistema não significa efetivar a realização de verificação e validação dos dados contidos dentro do arquivo compactado. O processamento automatizado em etapa posterior ao envio e qualquer inconsistência encontrada será comunicada ao agente via e-mail.

O novo arquivo corrigido deve utilizar o mesmo nome, alterando o número de sequencial, somando-se um ao número da versão enviada com erro anteriormente. 

Exemplo: 

APLSFE00001_LIMPEZA_102012_S001.XML 

 APLSFE00001_LIMPEZA_102012_S002.XML

Como realizar o cadastro do agente no Sistema GGT?

O agente deverá enviar solicitação de cadastro para o e-mail: sistemaggt@aneel.gov.br, contendo nome da empresa, e-mail e telefone. 

Com o e-mail principal cadastrado pela ANEEL, o usuário já cadastrado após realizar o login acessará o menu esquerdo do Sistema GGT, e realizará o cadastro de outros usuários por meio do link Novo Usuário.

Seccionamento de linhas

O agente deve informar imediatamente o seccionamento das linhas por e-mail contendo as coordenadas das torres em formato lat e long, o número da torre e o código SIGET  em formato .xls. O endereço do e-mail deverá ser queimadas.ggt@listas.inpe.br e sistemaggt@aneel.gov.br.

O agente se tornará inadimplente e continuará nesse status até regularizar a informação.

Inspeção e Limpeza de Faixas

RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 669, DE 14 DE JULHO DE 2015  prevê no item 8 do Anexo:

"...

8. Linhas de Transmissão 

8.1 A atividade mínima de manutenção para as linhas de transmissão é a inspeção de rotina, que deve ser realizada, no mínimo, a cada doze meses."

Conforme Ofício Circular nº 10/2020 - SFE/ANEEL, os prazos para inspeção são até o dia 31/05 do ano corrente e para execução são até 31/07.

Os prazos indicados pela fiscalização são baseados em estudos climatológicos de uma série histórica de 10 anos realizados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais - INPE e apresentados no 3º Seminário do Sistema GGT. O estudo está disponível no seguinte endereço: https://www.aneel.gov.br/3-seminario-do-sistema-ggt.

Os agentes são os responsáveis pela gestão da limpeza das faixas de servidão sob sua responsabilidade e devem estar cientes que o não atendimento aos prazos indicados pela fiscalização pode aumentar o risco de desligamentos por queimadas.

Em caso de prazos de inspeção e limpeza diferentes dos indicados pela SFE, o Agente deverá informar imediatamente à fiscalização.


 

 

Alertas

O envio de alertas visa apresentar aos agentes fatos observados que merecem sua atenção e/ou tomada de ações corretivas.

A empresa tem um prazo de 5 dias úteis para regularizar o envio dos dados em formato .xml para o DUTONET SFE Limpeza a contar da data de recebimento.

No e-mail está especificado o número do alerta e o tipo de erro constatado, como descrito abaixo: 

Alerta nº 20190168 - Inadimplência da Planilha de Acompanhamento de Inspeção
Alerta nº 20200006 - Arquivo em desacordo com o estabelecido pela SFE.

No caso das empresas continuarem inadimplente, mesmo depois terem sido enviados alertas por meio do e-mail do monitoramento, será enviado um Ofício. 

Cabe ressaltar que o Ofício estabelece tanto as condições quanto os prazos de envio das informações solicitadas. 

O prazo de 5 dias úteis para regularizar similar ao dos alertas.

Fluxograma de verificação do envio de dados

Acesso do Operador Nacional do Sistema Elétrico,ONS, ao Sistema GGT

O ONS possui acesso aos dados dos agentes para verificar as ocorrências de desligamentos forçados por queimadas.