Os carros elétricos atuais são fruto de um intenso processo de pesquisa e desenvolvimento por parte de vários fabricantes. As tecnologias para o controle do veículo, seus componentes eletrônicos e principalmente as baterias, ainda são tecnologias que não atingiram sua fase de maturação. A boa notícia, é que com os avanços tecnológicos e os ganhos de escala com o aumento da produção, os veículos elétricos vêm tendo quedas significativas de preço.

Outro ponto que merece a atenção é que os carros elétricos são mais caros no momento da aquisição, porém apresentam custos menores de manutenção ao longo da vida útil (ex. não necessitam de lubrificantes para o motor, menos peças móveis, etc.), como também menores custos por km rodado se comparado com os carros com motores de combustão interna.

Sim, inclusive no mundo a maioria dos eventos de recarga ocorrem no domicílio dos proprietários. Entretanto, é necessário que as instalações elétricas estejam adequadamente dimensionadas para atender a potência dos equipamentos de recarga.

Em caso de dúvida sobre seu equipamento, consulte a distribuidora de sua cidade.

Basicamente é necessária a instalação dos equipamentos de recarga, que podem ser de recarga rápida (30 min), semirrápida (2h) ou lenta (8h).

O processo é simples, os equipamentos de recarga incluem os conectores, condutores (fios), acessórios e outros equipamentos associados, que são plugados na entrada dos carros elétricos e fornecem eletricidade para carregar a bateria. 

Segundo a EPE - Empresa de Pesquisa Energética, estima-se que a frota de veículos elétricos no Brasil chegará a 360 mil em 2026, de acordo com o diretor de estudos de petróleo, gás e biocombustíveis da empresa, José Mauro Coelho. Ainda assim, deve representar apenas 2,5% da frota total. Até o final de 2016, a frota brasileira de veículos elétricos era de 2,5 mil unidades, ou 0,04% da frota total. O cenário considera veículos híbridos, principalmente. 

Para o diretor da EPE, os veículos puramente elétricos devem ganhar espaço em nichos de mercado, como frotas privadas e serviços de compartilhamento de carros. E a “descarbonização” do transporte no Brasil também deve ocorrer com o uso de biocombustíveis, como o etanol.

A ANEEL está empenhada em garantir a segurança do suprimento, de forma que a tecnologia possa ser utilizada sem barreiras pela sociedade.