TARIFAS

ANEEL aprova reajuste tarifário da CPFL Santa Cruz

Autor: ASSESSORIA DE IMPRENSA

Publicação: 20/03/2019 | 18:0

Última modificação: 20/03/2019 | 18:1



A ANEEL aprovou hoje (20/3), durante reunião pública extraordinária, reajuste nas tarifas dos consumidores atendidos pela CPFL Santa Cruz, que atende cerca de 453 mil unidades consumidoras localizadas nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.  A empresa é resultante do agrupamento efetivado em 2018 das distribuidoras Jaguari, Mococa, Leste Paulista, Sul Paulista e Santa Cruz. Os novos percentuais entram em vigor a partir de 22/3/19. A concessionária é a primeira a incorporar o efeito da quitação antecipada do saldo da Conta de Desenvolvimento Energético (Conta-ACR). A alteração do valor desse encargo resultou em variação de -2,54% no reajuste da CPFL Santa Cruz.

A Conta-ACR foi um mecanismo de repasse de recursos às distribuidoras para cobertura dos custos com exposição involuntária no mercado de curto prazo e o despacho de termelétricas entre fevereiro e dezembro de 2014. A quitação antecipada Conta-ACR foi anunciada hoje (20/3) durante entrevista coletiva realizada na sede da ANEEL, em Brasília. Leia mais.

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais.

 

Confira abaixo os índices que serão aplicados:

 

Empresa

Consumidores residenciais - B1

CPFL Santa Cruz

11,35%

 

 

Empresa

Classe de Consumo – Consumidores cativos

Baixa tensão
em média

Alta tensão
em média (indústrias)

Efeito Médio
para o consumidor

CPFL Santa Cruz

12,51%

14,69%

13,31%

 

O efeito médio de 13,31% decorre do reajuste dos itens de custos de Parcela A e B, contribuindo para o efeito médio em 2,02%; da inclusão dos componentes financeiros apurados no atual reajuste, levando a um aumento de 11,68%, e da retirada dos componentes financeiros estabelecidos no último processo tarifário, que contribuíram para uma variação de -0,39%.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Mais informações sobre reajustes tarifários podem ser consultadas no endereço eletrônico www.aneel.gov.br, no link entendendo a tarifa.