FISCALIZAÇÃO

ANEEL monitora ações do setor elétrico após rompimento de barragem em Brumadinho

Autor: ASSESSORIA DE IMPRENSA

Publicação: 28/01/2019 | 19:19

Última modificação: 28/01/2019 | 19:21

 

A ANEEL enviou hoje (28/1) ofício à concessionária Retiro Baixo Energética solicitando relatório sobre a capacidade da hidrelétrica de suportar os rejeitos oriundos do rompimento da barragem da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). A barragem de Retiro Baixo foi uma das 122 estruturas fiscalizadas in loco pela ANEEL entre 2016 e 2018 e está em boas condições. A usina foi visitada pelos técnicos da agência em agosto do ano passado.


A concessionária tem até o dia 31/1 para entregar o relatório à ANEEL, e deverá também enviar informações diárias à agência sobre o acompanhamento do deslocamento dos rejeitos.


A hidrelétrica de Retiro Baixo  tem potência instalada de 82 MW e está atualmente operando em cerca de 20 MW, para diminuir o nível de seu reservatório a fim de reter a “pluma” (mistura de água e rejeitos). Ela vai continuar gerando até que seu reservatório atinja o nível operacional mínimo de 613 metros acima do nível do mar.


A ANEEL é responsável pela fiscalização de um total de 616 barragens que têm como finalidade a geração de energia elétrica. Instalações como a que se rompeu em Brumadinho, que pertenciam à atividade de mineração, não estão no escopo da fiscalização da ANEEL.


As inspeções regulares de segurança são de responsabilidade dos agentes concessionários das usinas hidrelétricas. O trabalho da ANEEL se dá de duas maneiras: monitoramento à distância, por meio da verificação da regularidade dos documentos apresentados pelos agentes e por meio de inspeções físicas presenciais. As fiscalizações presenciais ocorrem em usinas selecionadas na etapa de monitoramento, de acordo com indicadores previamente estabelecidos.

“No setor elétrico, as barragens que são avaliadas como de maior risco recebem essa classificação por estarem próximas de regiões habitadas, e não por problemas em sua estrutura. No geral, as barragens das hidrelétricas do país se encontram em boas condições de segurança”, disse o diretor-geral da ANEEL, André Pepitone.


Até o momento, não houve alteração da situação das três usinas que estão na rota dos rejeitos vindos de Brumadinho. A UHE Retiro Baixo está operando com 20 MW, a UTE Igarapé (com 131 MW de potência instalada e que capta água para refrigeração no rio Paraopeba) estava parada para manutenção desde o fim do ano passado e continuaria assim até março. Já a UHE Três Marias opera dentro da normalidade.

 

DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO

A ANEEL enviou nesta segunda-feira ofício à Cemig solicitando informações atualizadas sobre o impacto do rompimento da barragem nas redes de distribuição, bem como o cronograma e as ações que estão sendo tomadas para o restabelecimento do atendimento às unidades consumidoras. As informações devem ser enviadas até amanhã (29/1).

Na distribuição de energia, a Cemig informou que até hoje  55 unidades consumidoras da região afetada permanecem sem eletricidade, o equivalente a 2,5% do universo total que chegou a ter o fornecimento interrompido. O restabelecimento  para essas unidades depende da execução de serviços ainda não liberados pela Defesa Civil.

Com relação à transmissão, não existem linhas nas proximidades da área atingida (a mais próxima está a cerca de 5 km do local).