TARIFAS

Eletroacre passa pelo primeiro processo tarifário após leilão

Autor: ASSESSORIA DE IMPRENSA

Publicação: 11/12/2018 | 17:57

Última modificação: 11/12/2018 | 18:1

 

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deliberou hoje (11) o primeiro reajuste tarifário da Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre) após o leilão da distribuidora para a Energisa.

O reajuste foi calculado com os resultados do deságio do leilão, o que resultou em redução do índice tarifário em 3,42 pontos percentuais. Deste modo o efeito médio inicial de 24,71% caiu para 21,29%.

O deságio do leilão incidiu no percentual de perdas regulatórias não técnicas e nos custos operacionais referentes ao reajuste tarifário de 2017, contribuindo para a redução do índice final.

A Eletroacre atende 263 mil unidades consumidoras localizadas no estado do Acre. O reajuste entrará em vigor a partir do dia 13/12/2018.

Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores:

Empresa

Consumidores residenciais - B1

Eletroacre

19,60%

 

Empresa

Classe de Consumo – Consumidores cativos

Baixa tensão
em média

Alta tensão
em média (indústrias)

Efeito Médio
para o consumidor

Eletroacre

19,82%

28,04%

21,29%


Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço.

O índice positivo do reajuste da Eletroacre deve-se especialmente ao impacto dos componentes financeiros, em especial, a compensação dos valores de compra de energia não considerados no valor médio concedido na tarifa (CVA Energia) definida no último processo tarifário. Ou seja, a distribuidora teve ao longo do ano passado custos mais altos do que o concedido via tarifa para aquisição de energia, e que foram incorporados ao processo tarifário deste ano.

Destaca-se nesse item o impacto do risco hidrológico, responsável por 9,86 pontos percentuais do índice final.

Outro item que teve uma participação expressiva no resultado do índice, cerca de 6,26%, refere-se ao custo de aquisição de energia impactado pelo aumento do valor da energia das usinas cotistas.

A receita proveniente das bandeiras tarifárias no período colaborou para que a tarifa não tivesse aumento adicional de 0,94%.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Mais informações sobre reajustes tarifários podem ser consultadas no endereço eletrônico www.aneel.gov.br, no link entendendo a tarifa, e no aplicativo ANEEL Consumidor, disponível para dispositivos móveis Android ou IOS.