TELETRABALHO

Em teletrabalho, ANEEL economiza R$ 15 milhões dos cofres públicos e aumenta produtividade

Vanguardista por vocação, a ANEEL está mostrando que cuidar da saúde de suas equipes faz aumentar a produtividade e ainda reduz as despesas

Autor: AID

Publicação: 08/06/2020 | 15:45

Última modificação: 23/06/2020 | 15:54

Vanguardista por vocação, a ANEEL está mostrando que cuidar da saúde de suas equipes faz aumentar a produtividade e ainda reduz as despesas, ajudando o governo em momento de queda da arrecadação e necessidade de aumento dos investimentos públicos na área de saúde.

Levantamento interno realizado pela agência reguladora mostra que a adoção do teletrabalho pela maior parte de suas equipes, em meio à pandemia de Covid-19, fez com que a ANEEL economizasse cerca de R$ 15,1 milhões desde o início do ano. Os resultados detalhados da iniciativa foram publicados em Relatório Técnico da ANEEL. Acesse aqui.



Essa economia deve-se a uma série de fatores, como a redução de despesas cotidianas na administração da sede do órgão regulador, entre outros.

A redução de gastos em plena pandemia veio acompanhada de aumento da produtividade. Seguros em suas casas e conectados à ANEEL pelo moderno e eficiente time de TI (Tecnologia da Informação) da Agência, os servidores têm respondido com muito trabalho. As entregas só aumentaram.

Além da apreciação em tempo recorde de temas complexos como a chamada Conta-covid (empréstimo ao setor elétrico cuja modelagem foi colocada em consulta pública pela agência na semana seguinte à publicação de decreto do governo), as diversas áreas da ANEEL aumentaram seus índices de produtividade.

Por exemplo, somente na área de regulação dos serviços de transmissão de energia elétrica da ANEEL, o tempo médio de análise de demandas caiu da média histórica de 91 dias para 77 dias, durante a quarentena.



Também no setor de transmissão, a área de concessões aumentou em 38,5% a média de análise de processos de Declaração de Utilidade Pública, passo fundamental para para obras de novas linhas.



Na Superintendência que cuida das concessões de geração, observou-se que, durante os pouco mais de 60 dias iniciais de teletrabalho, a quantidade de autorizações instruídas de novas usinas representou quatro vezes mais do que o autorizado em todo o ano de 2018 e quase a metade do total de 2019.



Entre março e maio deste ano, a área da ANEEL que cuida de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) analisou 210% mais projetos do que em igual período de 2019 e 111,4% mais projetos de Eficiência Energética.



Na área de fiscalização dos Serviços de eletricidade, houve acréscimo de produtividade de 25% em emissão de Autos de Infração, comparando março a maio de 2020 com o mesmo período de 2019.



O teletrabalho trouxe ainda contribuições ao meio ambiente. Em um mês normal, a sede da Agência em Brasília produz cerca de 9 toneladas de lixo, volume que caiu para 1,7 toneladas em maio.



Na mesma linha, o uso mensal de papel caiu de 105 resmas (52.500 folhas) para 5 resmas mensais (2500 folhas).



E esse teletrabalho se deu sem descuidar do aspecto humano. A ANEEL já possuía sua regulamentação de home office, mas ainda estava trabalhando na definição dos planos de trabalho e na preparação para sua adoção em maior escala. No início de março de 2020, havia apenas 4 servidores formalmente em regime de teletrabalho na ANEEL. Ao final do mês, diante da pandemia, cerca de 85% dos servidores da Agência estavam nessa condição.

Foram disponibilizadas ferramentas de comunicação e acesso remoto à infraestrutura de TI da Agência. Em paralelo, foram promovidas campanhas de comunicação e orientação para servidores e gestores acerca da adaptação ao trabalho remoto e medidas de organização das novas rotinas.

Foram disponibilizadas ações de treinamento online e espaços específicos para divulgação de informações sobre a Covid-19 e de medidas implementadas no âmbito da Agência. A equipe de saúde também foi preparada para o atendimento ambulatorial e online, com os serviços de medicina do trabalho, psiquiatria e psicologia.

Vale destacar que esses os avanços obtidos pela ANEEL na produtividade, economia de recursos públicos e em benefícios ao meio ambiente ocorreram com total preservação de um dos pilares máximos da ANEEL: a transparência.

A agência manteve sem interrupção alguma sua rotina de reuniões públicas semanais da diretoria, onde são debatidas e anunciadas as principais deliberações. As reuniões agora são virtuais, com cada diretor participando de sua casa, em sistema de teleconferência. Os debates seguem sendo transmitidos ao vivo pela internet e os agentes interessados continuam fazendo suas manifestações nos votos, agora por meio de vídeos.

Na verdade, os pedidos de sustentação oral até aumentaram entre abril e maio deste ano, comprovando a eficácia das reuniões virtuais.

Em relação às respostas aos pedidos decorrentes da LAI (Lei de Acesso à Informação), houve nítida variação no tempo médio de resposta, de 8,76 dias da média histórica para 6,4 dias em abril e 4,36 dias em maio.



“Escutamos dizer que o serviço público é lento, é burocrático, que procrastina. Então, neste processo estamos dando o exemplo. Na casa da regulação de energia elétrica, na ANEEL, se trabalha muitíssimo pelo Brasil”, disse o diretor-geral da ANEEL, André Pepitone.

A ANEEL segue produtiva, transparente, servindo ao Brasil, cuidando do setor elétrico e dos consumidores e, ainda, economizando recursos públicos e mantendo a saúde de sua equipe.

 

 

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