INSTITUCIONAL

Segundo dia de reuniões com associações debate temas do setor

Autor: ASSESSORIA DE IMPRENSA

Publicação: 11/10/2018 | 17:36

Última modificação: 11/10/2018 | 17:39

 

O segundo dia de reuniões com as associações do setor, realizado hoje (11/10) na sede da ANEEL, foi marcado pelo diálogo sobre temas nas áreas de transmissão, geração, distribuição e comercialização de energia elétrica. Foram recebidas as seguintes associações: Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (ABRATE), Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (ABRAGET), Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia de Menor Porte (ABRADEMP) e Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (ABRACEEL). Participaram das reuniões os diretores da ANEEL, superintendentes e assessores das áreas correlatas aos temas.

O diretor-geral da ANEEL, André Pepitone da Nóbrega, ao abrir o diálogo frisou que o intuito das reuniões é reposicionar a Agência no setor como o lugar para resolução de conflitos. “Esse é o nosso papel e para que sejamos exitosos temos que saber conduzir as questões, ouvir os pleitos, nos dedicar aos temas e debater com as associações possíveis soluções”.

Na parte da manhã, as associações ABRATE e ABRAGET fizeram exposições sobre alguns temas relevantes, como por exemplo, remuneração dos ativos das transmissoras (RBSE), custos operacionais eficientes no processo de revisão tarifária das concessionárias de transmissão, taxa de remuneração regulatória (WACC), revisão do banco de preços de referência, metodologia de alocação da Tarifa de Uso do Sistema de Transmissão (TUST), Geração Fora da Ordem de Mérito, leilões de energia nova e existente com foco na comparação das fontes nesses certames e subsídios.



O diretor Sandoval Feitosa ressaltou a importância das reuniões para atender os mercados de distribuição, transmissão, geração e comercialização. “Vamos buscar entender quais são as principais reivindicações do setor para evitar discussões mais longas e menos produtivas em outros foros”, salientou o diretor.

No período da tarde foram recebidas as associações ABBEólica, ABRADEMP e ABRACEEL. Os pleitos dos agentes nesses encontros focaram os seguintes pontos: restrição de geração de parques eólicos (constrained-off); sustentabilidade da expansão da oferta do mercado livre; projetos híbridos de geração eólica e solar, armazenamento de energia; subsídios; custos de geração de energia; tarifa binômia para geração distribuída; governança corporativa; regra para atendimento ao público pelas distribuidoras; equacionamento do risco hidrológico (GSF); governança do Preço de Liquidação das Diferenças (PLD); Mecanismo de venda de Excedentes de Energia; preço horário; redução dos prazos de liquidação financeira e geração distribuída.

O diretor Rodrigo Limp destacou a importância do encontro para o fortalecimento da Agência e das instituições. “é muito importante esse momento de diálogo com o setor, ouvindo o pleito específico de cada segmento. As conversas são muito produtivas para direcionar os trabalhos das áreas de regulação, fiscalização, concessão da Agência para os próximos dois anos”, acrescentou o diretor referindo-se ao planejamento estratégico da Agência.

Para o diretor Efrain Cruz a finalidade de receber todas associações é conseguir melhorar a questão tarifária no país. “O objetivo das reuniões é colher as melhores ideias que venham a convergir para que tenhamos um setor elétrico sustentável”, enfatizou o diretor.

Ontem (10/10) no primeiro dia das reuniões, a ANEEL recebeu seis associações do setor. Participaram do encontro a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE), a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e a Associação Brasileira das Empresas Geradoras de Energia (ABRAGE), Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (ABRAGEL), Associação Brasileira de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Centrais Geradoras Hidrelétricas (ABRAPCH), Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Energia Elétrica (APINE) e a Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia Elétrica (ABIAPE).