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ANEEL lança APP para modernizar interação com consumidor e ajudar a entender tarifa

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Reajuste tarifário da Boa Vista Energia (RR) entra em vigor amanhã

TARIFAS

Reajuste tarifário da Boa Vista Energia (RR) entra em vigor amanhã

Autor: ASD

Publicação: $dateTool.format($dataFormatada, $dataCriacao)

Última modificação: $dateTool.format($dataFormatada, $dataModificacao)

 

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou o reajuste tarifário da Boa Vista Energia S.A (Eletrobras Distribuição Roraima), que entrará em vigor amanhã (1/11).

A empresa atende cerca de 165 mil unidades consumidoras localizadas em Roraima. Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores:

Empresa

Consumidores residenciais - B1

Boa Vista Energia

38,89%

 

Empresa

Classe de Consumo – Consumidores cativos

Baixa tensão
em média

Alta tensão
em média (indústrias)

Efeito Médio
para o consumidor

Boa Vista Energia

38,90%

37,03%

38,50%


Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no Contrato de Concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço, incluindo compra de energia, encargos setoriais entre outros.

O índice positivo do reajuste da Boa Vista deve-se principalmente a dois itens. O primeiro foi o custo de aquisição de energia, que respondeu por cerca de 18% do reajuste médio. Esse item foi impactado pelo aumento do preço médio da energia no Ambiente de Contratação Regulada (ACRmédio), que precifica a aquisição de energia nos Sistemas Isolados.

O diretor da ANEEL Sandoval Feitosa, relator do processo, explicou que o aumento nos custos com a aquisição de energia reflete o regime hidrológico adverso no país que também afetou o reajuste de empresas de outras regiões.

O segundo item refere-se à não aplicação de parte do reajuste do processo tarifário do ano de 2017, o qual foi calculado e não aplicado em sua totalidade, com um efeito de cerca de 14% no aumento anunciado hoje.

Em 2017, o cálculo do reajuste tarifário da Boa Vista Energia resultou num índice inicial de 54% de aumento. Na ocasião a diretoria colegiada da ANEEL, considerando o forte impacto econômico para os consumidores de Roraima, resolveu diferir parte do reajuste, aplicando um índice de 35,26%. A diferença, um montante de R$ 55,8 milhões foi incorporada ao cálculo deste ano devidamente atualizado.

Feitosa ressaltou que o acionamento das usinas térmicas em Roraima, em razão de desligamentos da linha de transmissão que vem da Venezuela, não impactou no reajuste.

“Não teve influência, as térmicas despachadas para compensar os desligamentos da Venezuela foram custeadas pela CCC, e isso é rateado entre todos os consumidores do país”, disse.

Destaca-se que nos últimos 10 anos a evolução da tarifa residencial de baixa tensão apresenta o valor acumulado de 78,77%, muito próximo às variações do IGP-M, de 74,36%, e do IPCA, de 77,45%, ou seja, os valores de tarifa da distribuidora mantiveram-se em variação proporcional aos índices inflacionários.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Mais informações sobre reajustes tarifários podem ser consultadas no endereço eletrônico www.aneel.gov.br, no link entendendo a tarifa.