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ANEEL lança APP para modernizar interação com consumidor e ajudar a entender tarifa

A ANEEL lançou nesta terça-feira (13/11) o aplicativo para celulares ANEEL Consumidor, um novo canal de acesso para aproximar ainda mais os consumidores de energia elétrica da Agência

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Workshop sobre tarifa binômia discute vantagens e desvantagens do sistema

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Workshop sobre tarifa binômia discute vantagens e desvantagens do sistema

Autor: ASSESSORIA DE IMPRENSA

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O Diretor da ANEEL Rodrigo Limp participou hoje (7/11) da abertura do Workshop sobre Tarifa Binômia que está sendo realizado até amanhã (8/11) no Centro de Eventos e Convenções Brasil 21, em Brasília. O modelo de tarifa binômia que está sendo estudado é um tipo de tarifa multipartes, em que se define duas variáveis de faturamento: uma fixa mensal, em reais, para cada unidade consumidora e outra que permanece volumétrica, em energia (KWh).

Essa parte fixa deve ser definida considerando que determinados custos são permanentes no curto prazo e que parte dessa parcela fixa é definida de forma equânime entre todas as unidades consumidoras como, por exemplo, o custo de leitura do medidor. Outra parte deve ser baseada na capacidade utilizada do sistema pela unidade consumidora.




Limp destacou a importância do tema, principalmente devido aos avanços tecnológicos, inserção de veículos elétricos, redes inteligentes e maior participação do consumidor. “Ao longo dos anos, os papéis têm se alterado e o consumidor passou a ser mais ativo tanto na demanda quanto na geração de energia. A ANEEL tem uma visão de ser facilitadora do processo, de forma que haja equilíbrio entre todos os segmentos”, destacou.

O Superintendente de Gestão Tarifária, Davi Antunes, fez uma apresentação técnica sobre o assunto e disse que a ideia é analisar as vantagens e desvantagens do sistema. Eficiência energética, risco de mercado e eficiência alocativa estariam entre as vantagens, já o custo de implantação e a complexidade estariam entre as desvantagens.

Segundo ele, os principais pontos do estudo de Análise de Impacto Regulatório (AIR) são: analisar o que deve ser considerado como custo fixo, como diferenciar os consumidores no uso da capacidade do sistema e como implementar.

Também participaram da tarde de debates a representante do Ministério de Minas e Energia, Fabiana Cepeda, a representante dos órgãos de defesa do Consumidor, Ana Carolina Carim, e Joana Simões, da EDP Portugal.



O diretor Rodrigo Limp disse que será aprovada futuramente uma audiência pública de Análise de Impacto Regulatório (AIR) sobre o assunto. “A ideia é implementar o sistema de forma gradual, depois de uma ampla discussão com a sociedade. Além disso, o consumidor precisa entender o funcionamento da tarifa binômia. Temos o desafio de utilizar uma linguagem simples e comunicação eficiente”, disse.

Nesta quinta-feira (8/11), serão discutidos temas como experiência internacional da Espanha e conceitos de regulação aplicados à tarifação de sistemas de distribuição.